Páginas Saborosas em Nova York

quarta-feira, 31 de março de 2010

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Quem gosta de cozinhar e de comer bem geralmente também gosta de livros sobre o assunto, né?

Outro dia mesmo a Camila postou no Twitter que sofre de CCLG: Consumo Compulsivo de Livros de Gastronomia. Também sofro muito desse mal. Já tinha sido acometida por esta síndrome antes mesmo de me tornar cozinheira, quando ainda era apenas comilona.

Sou o tipo de pessoa que quando entra numa livraria não consegue sair com 1 livro só. É compulsão mesmo. Tenho que comprar pelo menos três.

Existia aqui em Sampa a livraria Mille Foglie, especializada em gastronomia, empreendimento da querida Gabriela Mascioli. Aberta em dezembro de 2002 foi, durante alguns anos, o verdadeiro banquete de palavras dos amantes das Artes Culinárias. A linda fachada decorada com placas de cobre ainda continua lá, provocando uma pontada no coração dos órfãos que deixou.

Gabi foi nossa professora de Turismo Gastronômico e atribui o fechamento da loja à falta de público necessário para manter vivo um negócio tão nichado como esse. Eu particularmente acho que hoje o cenário seria diferente. O incremento no número de interessados por esse tipo de publicação cresce a cada dia e esse fato é facilmente comprovado pelo volume de títulos lançados a cada mês e pela quantidade de cursos livres, profissionalizantes e universitários que pululam por todo país.

Felizmente, para quem tem a oportunidade de viajar, Nova York parece ter nascido uma cidade feita de nichos. E lá você encontra a sensacional Kitchen Arts & Letters.

Com mais de 25 anos de existência e cerca de 13 mil títulos, a Kitchen Arts nasceu da vontade de Nach Waxman de ter uma livraria especializada. A dúvida era se o negócio seria sobre esportes ou gastronomia. Para nossa sorte ele optou pela última.

Quando estive por lá, conversei longamente com Matt Sartwell, ex-editor que desgostoso e infeliz com as pressões do mercado editorial resolveu mudar de lado e há 15 anos gerencia a loja.

O lugar é bem pequeno e os mais de 13 mil títulos não têm espaço suficiente para ficarem todos expostos. Minha dica é que você vá sabendo o que quer. Ou pelo menos que tipo de livro quer.

No meu caso, eu buscava livros de cultura gastronômica não específicos de nenhuma região ou país. Queria algo abrangente, que falasse do mundo todo. Matt mandou buscar dois títulos no depósito e seu tiro não poderia ter sido mais certeiro: You Eat What You Are e Hungry Planet serão fundamentais no trabalho que estou desenvolvendo.

Além dos livros você encontra as revistas mais conceituadas da área como a Gastronomica e a Apicius, além de lindos posteres e cartões.

A Kitchen Arts & Letters aceita encomendas pelo site e por email, procura livros difíceis de achar e ainda despacha para o mundo inteiro.

Vai lá:
Kitchen Arts & Letters
1435 Lexington Avenue, New York, NY, 10128
(212) 876.5550
www.kitchenartsandletters.com

* Publicado originalmente no site Gourmet Update or Die
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Chá e Ovos de Páscoa

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Semana passada provei algo pela primeira vez: chá.

É claro que minha mãe tentava curar todas as minhas gripes de criança com chá de alho, me acalmar com chá de camomila e mais tarde, curar minhas ressacas com chá de boldo. Nenhum chá de verdade, todos infusões. Chá só tem esse nome se for feito de Camelia Sinenses. Todo o resto é infusão: camomila, boldo, carqueja, hortelã, melissa, capim santo, e também o infame chá de alho.

É claro que minha querida Vovó Ruth, que tomava chá preto todas as noites acompanhado de torradas bem escurinhas, já tinha me apresentado à bebida. E eu, todas as vezes que viajava, trazia para ela caixinhas de chá daquela famosa marca inglesa que hoje, em tempos pós-Collor, podem ser encontradas em qualquer supermercado.

Não vamos aqui abordar os chás (infusões) ilícitos. Até porque estes não são degustados com propósitos gastronômicos.

Mas confesso, nunca tive arroubos de tomar uma xícara de chá. Algumas vezes, no sítio, corto folhas fresquinhas do meu capim-limão trazido de Melbourne e preparo uma infusão. E isso é tudo.

Com a fama emagrecedora do chá verde largamente propagada pela mídia (e depois, do chá branco e do chá vermelho -porque afinal a indústria da dieta precisa renovar constantemente seus combustíveis), lá fui eu, eterna gorducha, tentar mais esse milagre. Comprei logo 3 caixas. Não passei do segundo saquinho. Achei amargo, metálico, ruim. Tentei os prontos, em embalagem tetra-pack. Piorou. Além de metálico, tinham gosto residual pronunciado de adoçante.

Tudo mudou no último dia 23. E o bule antiguinho da Vovó que guardei por razões afetivas vai voltar à ativa.

Carla Saueressig, proprietária da loja Tee Gschwendner (pode chamar de “A Loja do Chá” pra não travar a língua logo na primeira sílaba) foi ministrar uma palestra sobre o tema para minha turma do curso de Alta Gastronomia da FAAP.

Carla é uma gaúcha de voz firme, olhar muito expressivo e humor inteligente. Afirmo sem medo de errar que Carla é a pessoa que mais entende de chá no Brasil. E é muito generosa com seu conhecimento.

Enquanto contava sobre os processos de cultivo e fabricação dessa bebida milenar, entremeando a narrativa com casos divertidos e lendas saborosas, fez correr pela classe uma deliciosa degustação.

O welcome drink, elaborado com chá aromatizado de frutas vermelhas e hibiscos e completado com espumante, fui harmonizado com um croissant feito com Lapsang Souchong (chá defumado que teve sua origem nos tempos imperiais da China) recheado com peito de peru. O contraste do frutado do drink com a fumaça amanteigada do sanduíche brincou com o paladar, fazendo com que após uma mordida você quizesse mais um gole e após um gole, mais uma mordida, e após um mordida...

Depois, um inusitado macaroon de castanha-do-pará recheado com ganache de chocolate branco e matchá, o tal do chá verde japonês, que neste caso perde suas propriedades emagrecedoras(!?). Para harmonizar, chá verde aromatizado com morangos e baunilha. Admito, me apaixonei perdida e desavergonhadamente por esse chá. Foi uma revelação, uma epifania. Tomei uma xícara, depois outra e ainda uma terceira. Mas peraí! Eu não gosto de chá!!! Pois é. Eu nunca tinha tomado uma chá bom de verdade. Feito, como dizem os sempre sábios franceses, comme il faut. O aroma adocicado engana o cérebro e quando a boca espera um doce, recebe um bouquet com notas florais e frescas, extremamente leve. Inesquecível.

Finalizando a degustação, um brigadeiro com chá earl grey (chá preto preferido dos ingleses e que leva óleo de bergamota). A escolta foi feita por um chá preto com pedacinhos de cacau. Essa que poderia ser classificada como a combinação mais clássica da noite, também foi surpreendente: em algum ponto da minha língua eu sentia gosto de café e de caramelo.

Para encerrar com chave de ouro e fazer minhas papilas gustativas enlouquecerem, fizemos uma prova controlada de 10 variedades, indo do branco ao preto. Olha, vou te falar, viu? Essas meninas aqui da minha boca estão ficando impossíveis! Sabidas, foram gostar logo do chá mais caro da prova! Felizmente quem comanda a carteira são meus neurônios que, a essa altura ligadíssimos depois de tanto chá, trataram de esquecer rapidinho o nome do tal néctar.

Aí tá, né. Dormi feliz mas com a cabecinha maquinando as coisas que poderia fazer com esse ingrediente tão cheio de possibilidades... Conclusão: fui ontem mesmo visitar a loja da Carla no shopping Iguatemi.

Não vou me alongar na descrição do lugar que parece casa de boneca e cheira melhor que colo de mãe senão esse post não acaba nunca e a ideia é que você vá lá pessoalmente pra conhecer e se deliciar.

Vou contar do ovo de páscoa que a Carla serviu pra nós. Foi o primeiro e certamente será o melhor que comerei nesta Páscoa. Fabricado pela L'Univers de Chocolat, é feito com chocolate belga, chá preto Lapsang Souchong e recheado com o caramelo mais “puxa” do universo (sem trocadilhos).



Você tem noção do que é um chocolate com chá defumado e caramelo puxa? Não, você não tem. Se tivesse não estaria aqui lendo, estaria comendo seu ovo divino. Eu só estou escrevendo porque já comi o que trouxe pra casa e estou, apesar da tremedeira, tentando me controlar pra não comer mais um.

Faço aqui um apelo público aos deuses do chá: por favor permitam que o chocolate com Lapsang não se restrinja à sazonalidade dos ovos de páscoa! Queremos essa iguaria no dia das mães, dos namorados, dos pais, no dia das crianças, de Cosme e Damião, no dia do índio, no dia da árvore...

Vai lá:
Tee  Gschwendner
Shopping Iguatemi
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232 – São Paulo – SP
55 11 3816.5359‎

ET – Aproveitei a visita e comprei 5 variedades de chá. Este fim de semana faço testes. Tô pensando numa compota de maçã defumada. Depois conto.
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Caponata ou Ratatouille?

quinta-feira, 25 de março de 2010

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Você já comeu ratatouille? E caponata? Sabe dizer a diferença entre eles?
A verdade é que existem mais semelhanças que diferenças.

Segundo a Larousse Gastronimique, a caponata é uma especialidade siciliana feita com berinjelas, aipo e tomates picados e fritos em azeite de oliva, temperados com alcaparras, azeitonas e filézinhos de anchovas e servida fria como antepasto.

Sobre a ratatouille a Larousse conta que é um refogado de vegetais tipicamente provençal, originário de Nice. Seu nome deriva da palavra francesa touiller (mexer ou misturar). Feita com cebolas, berinjelas, abobrinhas, pimentões e tomates cozidos em azeite de oliva com ervas. É servido como acompanhamento para assados, carnes, peixes, omeletes. De acordo com os puristas, os vegetais devem ser cozidos separadamente e depois combinados e cozidos novamente para obter uma consistência macia e cremosa.

Em 2000, o aclamado chef norte-americano Thomas Keller trabalhou como consultor da Pixar na animação Ratatouille, que conta a estória do ratinho Remy. Brad Lewis, produtor do filme, estagiou no French Laundry, restaurante de Keller, por 2 dias e perguntou ao chef como ele faria uma ratatouille se tivesse que servi-la ao maior crítico gastronômico do mundo (não, não é você, Josimar). Keller então decidiu assar os vegetais cortados em rodelas finas e intercalados.
 
 
Depois empratou-os como na foto abaixo.


Mas todo mundo já comeu caponatas que também levam pimentão e abobrinha, algumas com passas e nozes. Também já comemos ratatouilles que não têm pimentão nem tomate...

Isso sempre acontece com pratos que caem no gosto popular. As receitas vão agregando sabores regionais e cada lugar apresenta uma variante. Acho isso super bacana e produtivo do ponto de vista gastronômico.

Claro, eu também tenho meu modo de fazer o tal refogado que, cheguei à conclusão, não é caponata nem ratatouille.

Veja só:
 
Primeiro pico berinjelas (2 ou 3, dependendo do tamanho), abobrinhas italianas (4), pimentões vermelhos sem pele (2 grandes) e pimentões amarelos sem pele (2 grandes) em pequenos cubinhos.
 

Depois refogo a berinjela com alho, cebola, tomilho, alecrim, louro e um pouco de vinho (pode ser branco ou tinto, uso o que tiver na ocasião) até ficarem macias.


Enquanto a berinjela cozinha, eu branqueio as abobrinhas: Numa panela, ferva bastante água com um pouco de sal. Coloque as abobrinhas picadas e deixe por cerca de 30 segundos a 1 minuto. Transfira para um recipiente com água e pedras de gelo. Isso vai interromper o cozimento e deixá-las verdinhas e crocantes.
 
 
Por fim, misturo tudo (berinjelas, abobrinhas e pimentões) numa tigela e tempero com sal, pimenta-do-reino moída na hora, azeite de oliva, aceto balsâmico e sementes de mostarda. Às vezes coloco passas e nozes picadas.


Costumo servir nos meus eventos em colheres chinesas, com um tiquinho de coalhada de leite de cabra feita em casa e um raminho de tomilho ou ciboulette picadinha. Fica ótimo também como recheio de pastelão de forno!


E você? Qual sua receita de caponata ou ratatouille?
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Fruit Cake de Castanha-do-pará, Ameixas e Cerejas

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Fruit Cake (ou fruitcake) é um bolo quase sem massa, repleto de frutas e nozes. Às vezes com especiarias e bebidas alcoólicas.

O termo “fruit cake” foi cunhado na Idade Média, mas esse tipo de bolo é feito desde Roma Antiga!

Inicialmente usava-se apenas sementes de romã, pinoles e passas. Mais tarde entraram as frutas (secas ou cristalizadas) propriamente ditas.

No séc. XVIII, em algumas regiões da Europa, o bolo era feito com nozes provenientes da colheita daquele ano para trazer sorte no próximo. O bolo era então armazenado para ser comido apenas às vésperas da colheita do ano seguinte! E sim, por ser um bolo de baixa umidade, ele resistia ao tempo sem estragar.

O tradicional Christmas Pudding dos ingleses é um fruit cake e deve ser cozido por cerca de 6 horas e feito com pelo menos 1 mês de antecedência, para que todos os sabores se desenvolvam plenamente.

Dependendo do teor alcoólico, alguns frui cakes permanecem comestíveis por anos a fio. Uma família americana do Michigan conserva até hoje um bolo assado em 1878. Em 2003 o apresentador Jay Leno provou um pedaço no seu programa Tonight Show. Jay continua vivo e fazendo o show. =D

A receita a seguir é bem simples, requer menos ingredientes e menos tempo de cozimento que os fruit cakes tradicionais e por isso mesmo, tem menos tempo de vida, cerca de 3 meses. Vamos à ela:

Ingredientes
  • 3 xícaras de chá de castanha-do-pará picadas grosseiramente
  • 2 xícaras de chá de ameixas pretas, descaroçadas e picadas em pedaços grandes
  • 1 xícara de chá de cerejas glaceadas picadas ao meio
  • ¾ de xícara de chá de farinha de trigo
  • ¾ de xícara de açúcar
  • ½ colher de chá de fermento químico em pó
  • 3 ovos
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha

Modo de fazer
  1. Coloque numa tigela a castanha-do-pará, a ameixa, a cereja, a farinha de trigo, o açúcar e o fermento e misture bem. Reserve.
  2. Em outra tigela bata os ovos com a baunilha por cerca de 5 minutos. Despeje esse creme sobre as frutas reservadas e misture bem até tudo estar envolvido pela massa.
  3. A aparência fica estranha e você pode pensar que não vai dar certo porque não há massa suficiente para assar esse bolo. Confie, dá super certo.
  4. Forre uma forma de bolo inglês com papel-manteiga e despeje a mistura. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por mais ou menos 1 hora (ou até que um palito inserido no meio do bolo saia seco).
  5. Espere esfriar e desenforme.


Observações
Essa receita é super básica. Não vai especiarias nem bebidas. Mas partindo dela você pode começar a criar e e aí que começa a grande diversão!

Troque as castanhas por nozes, as ameixas por damasco e as cerejas por passas brancas. Adicione uma colher de chá de gengibre em pó e você terá um bolo completamente diferente!

Invente, arrisque, crie seus próprios sabores! Essa é a verdadeira alegria de cozinhar!

E por favor, me conte os resultados!!
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Almoço de Sábado no Sítio

quinta-feira, 11 de março de 2010

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Papai fez rabada no fogão a lenha.


Mamãe fez Quibebe com Linguiça e Farofa de Castanha do Pará e Banana da Terra.



E eu fiz o quê?

Comi horrores!
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Aula de Culinária em Nova York

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Gosta de cozinha? Quer fazer um programa diferente e ainda conhecer pessoas? Que tal incluir um curso rápido no ICE (Institute for Culinary Education) na sua próxima viagem à NY?

Vivi essa experiência e adorei! Escolhi o curso entre as centenas de opções que eles oferecem no site, paguei online também e reservei uma noite da viagem para o aprendizado.

Escolhi a aula intitulada "Fascinating Desserts with Asian Inspiration" com o intuito de ampliar meu repertório de sobremesas. Fui surpreendida várias vezes pelos sabores inusitados e inesperados!

Em 5 horas de aula, foram ensinadas 9 sobremesas!! E tudo no melhor estilo "mão na massa"! O ICE tem uma infraestrutura fantástica, com equipamentos de ponta e ingredientes de primeira linha. Os professores não ficam atrás, claro. A minha chef-instrutora foi Reeni Aragon Espino, ex-chef patissiêr do Le Cirque e contemporânea da nossa Mara Mello na faculdade de patisserie.

Divididos em duplas, com bancadas, utensílios e fogões individuais, cada par executou do começo ao fim pelo menos 4 receitas, mas todas as 9 foram ensinadas detalhadamente. Veja o que foi aprendido:

Black Sesame Dumplings with Sesame Ice Cream : um bolinho bem leve, recheado com uma pasta saborosa e densa de gergelim preto, cozido no vapor e acompanhado por um sorvete feito com a massa base de sorvete de creme acrescida de pasta de gergelim branco e pedaços de crocante feito com açúcar caramelado e gergelim.

Bubble Tea : sensação em Manhattan, o Bubble Tea é constituído por sagu cozido no chá e depois misturado com polpa de frutas e leite. Não faz minha cabeça. Nem minha boca...

Filipino Sago't Gulaman : muito parecidas com as balas de alga japonesas que conhecemos por aqui.

Ube Chiffon Cake with White Ganache : delicioso, levíssimo, uma verdadeira fatia de nuvem doce feita com batata roxa e coberta com ganache de chocolate branco. A decepção ficou por conta do lindo roxo da batata que desapareceu quando misturado aos outros ingredientes... E eu fiquei me questionando: Existe corante natural roxo??


Vietnamese Coffee Custards : inspirada na bebida preferida dos vietnamitas (café adoçado com muito leite condensado), essa sobremesa é um tipo de crème brülée de café. A grande sacada foi a guarnição: massa de rolinho primavera pincelada com glucose de milho e levada ao forno sobre um silpat pra ficar caramelizada e crocante! Ótima ideia para decoração fácil e de efeito.


Almond Cream with Sake Peaches : essa é uma que já entrou na minha lista: o creme de amêndoas é super sedoso e feito com um ingrediente especial- um xarope de amêndoas libanês. Os pêssegos são cozidos no sake e dispostos sobre o creme. O contraste da acidez do sake, o frutado do pêssego e a cremosidade aveludada do creme resultam numa multiplicação de sabores na boca, um complementando e realçando o outro. Fantástico!


Saffron-Spice Rice Pudding : delicioso arroz-doce em versão chique e diferenciada: leva açafrão, pistache, tâmaras, pimenta, canela, noz-moscada, água de rosas e arroz, claro.

Indonesian Black Rice Pudding : mais um arroz-doce, dessa vez feito com arroz negro e ainda mais surpreendente que a outra. O arroz é cozido junto com folhas de pandam, que não sei se existem por aqui, mas acredito que capim-limão seja uma boa alternativa. Mas o diferencial mesmo foi servir o arroz-doce acompanhado por um molho de leite de coco levemente salgado! Achei que ia ficar bem esquisito, mas ficou sensacional!! E tem lógica (pelo menos pra mim). Se acrescentamos coisas doces, como frutas, em pratos salgados, por que não o contrário? O arroz-doce dessa receita leva pouco açúcar e o sal do molho de coco acaba por amplificar a doçura. A nota de frescor fica por conta das fatias de manga, ainda um pouco verdes,  que são servidas junto.


Asian Fruit Salad with Coconut-Lychee Sorbet in a Caramel Cage : ok, é uma salada de frutas exóticas. Mas é regada com uma calda de açúcar aromatizada com manjericão tailandês, rapas de limão e sementes de coentro. Além disso o sorbet de água de coco e lichia vale por si só. Muito leve e perfumado, daria um drink bárbaro se batido com espumante. A gaiola de caramelo é, bem, uma gaiola de caramelo. E isso faz toda a diferença na hora de impressionar!


    O ICE foi fundado em 1975 por Peter Kump, mecenas da gastronomia nos Estados Unidos e tem cursos de graduação, especialização e livres.

    Vai lá:
    ICE - Institute for Culinary Education
    50 West 23rd Street - New York - NY
    Cursos Livres: http://rec.iceculinary.com/
    www.iceculinary.com
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    SENAC - Cozinheiro Chef Internacional

    quinta-feira, 4 de março de 2010

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    Pra você que anda louco pra mudar de vida e ser feliz e pra você que sempre teve a cozinha como paixão primordial, aproveite a oportunidade para inscrever-se no curso de extensão universitária do SENAC!

    Com carga horária de 800 horas, o curso oferece ao aluno o conhecimento das diversas áreas das cozinhas francesa, italiana, brasileira, mediterrânea, mexicana e asiática, além de estimular relacionamento com o mercado. “Nosso objetivo é promover uma formação que preze o trabalho em equipe e o desenvolvimento de liderança, essenciais para uma atuação diferenciada nos mercados nacional e internacional”, explica Zenir Dalla Costa, coordenadora do curso.

    Criado a partir de uma parceria com o Culinary Institute of America, em 1994, o curso aborda disciplinas como higiene e segurança alimentar, ciência dos alimentos e nutrição, segurança no trabalho, planejamento técnico de cardápio, estrutura e organização de serviços de alimentação, habilidades básicas de cozinha, relações interpessoais no trabalho, panificação, confeitaria, cozinha fria, fluxo de mercadorias, estudo de bebidas, serviço de salão e organização de eventos.

    Para dar água na boca, veja o vídeo da receita Trilogia de Chocolate, elaborado por um docente do curso. (o vídeo foi retirado do ar...)


    Inscrições curso de extensão universitária Cozinheiro Chefe Internacional

    Data: Até 5/3

    Carga horária: 800 horas/aulas

    Valor: 12 vezes de R$ 1.690

    Local: Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro – Av. Engenheiro Eusébio Stevaux – 823 – Santo Amaro

    Taxa de inscrição: R$ 50

    Informações e inscrições: www.sp.senac.br/cci


    Início das aulas: 15/3
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    Kalustyan's: O Melhor achado em NYC

    terça-feira, 2 de março de 2010

    5 Comentários
    kalustyans_storefrontNão vou ficar aqui repetindo que NY é um paraíso gastronômico, o mundo numa cidade, e coisa e tal porque isso você já sabe. Também sabe que mesmo tendo ido milhares de vezes para lá, sempre há algo novo a ser descoberto.

    Pois bem, estive por lá nesse carnaval e fui conhecer o que seria o motivo da minha tremedeira na hora de passar na alfândega, voltando para casa. A Kalustyan's é uma daquelas portinhas que você não dá um dime quando olha por fora. Fundada em 1944, administrada pela 3a. geração de uma família indiana e encravada no bairro de Murray Hill.


    Ao passar pela pequena porta de vidro, tudo se transforma. Milhares de odores inebriantes invadem as narinas e a primeira e instintiva reação é respirar cada vez mais fundo na tentativa de absorver todos os cheiros.

    A Kalustyan's é, a grosso modo, uma loja de especiarias. Essa é uma descrição rasa porque as especiarias ocupam cerca de 2/3 do espaço. O outro terço abriga grãos, frutas secas, azeites, molhos, alguns queijos (acredite, tinha Catupiry!) e muitas surpresas.

    kalustyans_instore

    Imagine o que é para uma cozinheira como eu, dar de cara com uma parede inteira de currys... Depois todo um corredor de pimentas... E quando eu já tinha gasto US$ 250 e feito juras de amor eterno ao simpático proprietário, ele me sai com essa: Já foi ao andar de cima?

    Bem, a conclusão foi que quase estourei o limite do cartão e corri o sério risco de ser presa se o fiscal alfandegário encontrasse os 2 quilos de semente de papoula na minha bagagem, entre outras cositas más como mostra a foto abaixo...

    kalustyans1



    Portanto, quando for à NY já sabe! Me ligue que quero encomendar uma farinha de castanha portuguesa, tá?
    Kalustyan's
    123, Lexington Ave. (entre 28th e 29th st.)
    Tel.: (212) 685-3451
    www.kalustyans.com


    ET: O site deles é ótimo e vale uma visita. Até porque eles despacham para o mundo todo!

    Obs.: Postado originalmente no site Gourmet @ Update or Die
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    Menu de Aniversário (o meu aniversário)

    segunda-feira, 1 de março de 2010

    4 Comentários
    Então, cozinheira quando comemora aniversário faz o quê? Janta fora? Não!! Vai pra cozinha!

    Quando a gente ama o que faz é assim mesmo, vai pra cozinha no aniversário, nas horas de folga, nas férias. Por puro prazer de cozinhar pra quem se ama.

    Claro, o cardápio foi planejado pra gastar pouca energia porque depois tinha que ter fôlego pra tomar umas com os amigos, né? Mas ficou uma delícia! Olha só:

    • Salada de Escarola com Vinagrete Quente de Alho e Bacon
    • Arroz Jasmine

     

    • Camarão ao Leite de Coco, Gengibre e Amendoim
     

    • Chestnut Pudding (bolo denso, sem farinha, feito com castanhas portuguesas e pelas mãos da Mamãe. Minha sobremesa favorita de todos os tempos!)
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