Promoção Vamos Cozinhar: muitos prêmios pra você

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Comente!
O Vamos Cozinhar é um site bacanérrimo que reúne em um só lugar, tudo para quem gosta de gastronomia: novidades e notícias da área, ótimas reportagens e o mais legal, videos com chefs famosos apresentando suas melhores receitas.

O site apresenta várias seções interessantes como Sabores do Mundo, Chef de Escritório, Gadgets de Cozinha, Baby Chef e muitas outras.

Além de todo esse conteúdo, prato cheio para os amantes da boa mesa, o Vamos Cozinhar sempre tem promoções para todos os gostos. Entre elas, a Vamos Blog Clube, da qual o Cozinha de Ideias faz parte. Eu explico.

O Vamos Cozinhar reuniu os melhores (modéstia à parte) blogs de gastronomia numa corrente (pra frente, estamos em tempos de Copa do Mundo...) que vai premiar 5 leitores e os respectivos blogs. Funciona assim:
  1. Primeiro você clica aqui, no link da promoção.
  2. Depois você escolhe um video-receita para assistir e conta quantas vezes o logo do Vamos Blog Clube (esse aí em cima) aparece.
  3. Então você preenche um mini cadastro com seu nome, email, seu blog favorito (Cozinha de Ideias, hein!) e o número de vezes que o logo apareceu no vídeo. Clica em enviar e pronto! Você já está concorrendo.
  4. Pode participar quantas vezes quiser, mas indique sempre o Cozinha de Ideias :)
Receitas que você pode aprender:
  • Robalo Grelhado
  • Escalope de Foie Gras
  • Haddock Poché
  • Strogonoff
  • Lombo Recheado
Prêmios que você pode ganhar:
  1. Kit com livro Escoffianas Brasileiras (do Alex Atala) + Avental + Sacola ecológica
  2. Kit com livro Larousse da Cerveja + Avental + Sacola ecológica
  3. Kit com livro Paixão pelo Sabor (do Gordon Ramsay) + Avental + Sacola ecológica
  4. Jantar com acompanhante no restaurante Obá
  5. Jantar com acompanhante no restaurante Obá
O que eu ganho com isso: se você, leitor do Cozinha de Ideias, for sorteado, eu vou gravar um vídeo para o site Vamos Cozinhar!!

Mas atenção: a promoção é válida até dia 19/05/10. Então corra lá e cruze os dedos!

Boa sorte pra nós!
continue lendo

Cerveja e Comida - Harmonização de Baden Baden 1999 e Azeitonas em Crosta de Parmesão

quinta-feira, 6 de maio de 2010

6 Comentários
Este post faz parte do especial Cerveja e Comida - Harmonização de Cerveja Especial, uma iniciativa Bierboxx e Botecagem com curadoria da chef Ana Franco (Cozinha de Ideias). Onde diversos blogs e sites oferecem dicas de harmonizações perfeitas de cervejas especiais, artesanais e importadas com o melhor da gastronomia/culinária, toda semana. Acompanhe!

Desde que comecei a cozinhar profissionalmente eu faço essas azeitonas.

As pessoas não entendem bem quando digo “azeitonas em crosta de parmesão”. Fiquei refletindo a respeito e acho que o mais correto seria dizer que são encapadas com uma massa à base de parmesão.

Nomenclaturas à parte, elas são divinas, viciantes mesmo. E já tem muita gente pirateando-as por aí.

Por essas e por outras decidi compartilhar a receita que, confesso, é mega fácil, nível 1.

Ingredientes
  • 120 grs de Farinha de trigo
  • 60 grs de Manteiga cortada em cubos
  • 75 grs de Parmesão (da melhor qualidade que seu bolso permitir) ralado fino
  • 1 pitada de Sal (se necessário)
  • Pimenta Cayena a gosto
  • 40 azeitonas sem caroço
  • 1 Gema levemente batida com 1 colher de sopa de água
  • Sementes de papoula (opcional)

Modo de Fazer
  • Bata todos os ingredientes (menos as azeitonas) no processador até obter uma massa homogênea.
  • Abra pedacinhos da massa na palma da mão como se fosse rechear um coxinha. Coloque a azeitona no centro e enrole formando bolinhas.
  • Pincele as azeitonas encapadas com a mistura de gema e água e polvilhe com sementes de papoula.
  • Asse em forno pré-aquecido, temperatura média (180ºC), por aproximadamente 25 minutos.


Dicas
  1. O sal muitas vezes é desnecessário por conta do salgado existente no parmesão e nas azeitonas. Mas os bons queijos nunca são muito salgados, então sugiro que você prove um tiquinho da massa ainda crua pra saber se precisa de sal.
  2. A pimenta cayena é bem forte mas faz toda a diferença. Use, mas com moderação.
  3. Eu gosto de usar azeitonas pretas. Na verdade, gosto daquelas roxas, bem carnudas, cheias de sabor. Às vezes elas são tão grandes que é preciso cortá-las ao meio pra não acabar com uma bolota muito grande. Mas fica a seu critério, pode usar azeitonas verdes, tomate seco, o que você quiser.
  4. Eu sei. Muito sem fundamento (pra não chamar de ignorância) a Anvisa proibiu a venda de sementes de papoula no Brasil. Substitua por sementes de mostarda negra ou o próprio parmesão ralado um pouco mais grosso. Controle o impulso de usar gergelim. Ele tem sabor muito marcante e eu acho que não combina bem.

Sei dizer que fica muito bom e minha mãe costuma dizer que esse petisco “chama” cerveja. E este é um post sobre harmonização, lembra?

Minha primeira ideia era harmonizar com a 1795, uma pilsen da República Tcheca. Tenho certeza que ficaria ótimo, boa pra quem prefere cervejas mais leves e pra quem está entrando agora nesse universo fantástico de cervejas especiais e/ou artesanais.

Mas tinha aqui na minha geladeira uma bitter ale que tem mais a minha cara. A Baden Baden 1999 é mais forte (teor alcoólico de 5.2%) tem uma cor avermelhada linda, uma espuma cremosa e persistente e o amargor elegante que tanto aprecio. O aroma característico desse tipo de cerveja feita com lúpulos especiais apresenta notas florais e algo condimentadas.

Olha, foi tiro e queda! Harmonização perfeita com a picância do petisco de azeitona e parmesão!

Devore sem moderação.


Harmonizações já publicadas na série Cerveja e Comida

  1. Harmonização de Colorado Indica e Ceviche Fusion.
    Por Ana Franco. No Blogbier.
  2. Harmonização de Guinness Draught e Costelinha Suína.
    Por Biso. No Botecagem.
  3. Brigadeiro e Cerveja Colorado Demoiselle.
    Por Ana Franco. No Gourmet Update.
  4. Dicas básicas de Harmonização da Abradeg.
    Por Equipe Abradeg. No Blogbier.
  5. A experiência e a memória gastronômica.
    Por Celso Bessa. No Post Its.
  6. Harmonização Fuller's Honey Dew com Tartar Refrescante.
    Por Leandro Gonçalves. No Cozinha Pequena.
  7. Harmonização de Baden Baden 1999 e Azeitonas em Crosta de Parmesão.
    Por Ana Franco. No Cozinha de Ideias.
  8. Harmonização de Baden Baden Golden Ale com Canapés de Queijo de Cabra e Geléia de Cereja + harmonização com Spaghetti com Frutos do Mar.
    Por Maria Capai, no blog Diga, Maria!
  9. A Loura e a Diaba - Harmonização Costelinha Thai e Steenbrugge Blond.
    Por Letícia Massula, na Cozinha da Matilde.

Próximos Convidados

continue lendo

Cozinha Bossa Nova: Melodia no Prato

quarta-feira, 5 de maio de 2010

5 Comentários
Duas semanas de ansiedade, contando os dias pra chegar. Dois jovens talentos da gastronomia cozinhando juntos. Raphael Despirite recebe Rodrigo Oliveira no Marcel para o primeiro jantar do projeto Cozinha Bossa Nova.

Para contar sobre este encontro, me juntei com a Camila (colega de FAAP, amiga querida e blogueira do Gourmet Update or Die, onde eu também colaboro), para unir nossas impressões e expressar o que experimentamos e sentimos no jantar do dia 27 de abril. Sem pretensões (nenhumazinhas) de sermos críticas, ou algo parecido, somente pelo prazer de descrever um daqueles jantares que vão ficar na memória por um bom tempo.

Nossa mesa, além de ser a maior do salão, certamente era uma das mais divertidas: 7 pessoas, 6 mulheres e um único homem, lindo, loiro e de voz macia, bem no meio da típica tagarelice feminina. Uma mesa improvável. Nenhum dos 7 conhecia todos os outros 6, mas todos ali estavam unidos pela paixão gastronômica, loucos pra saber como seria a união da cozinha francesa contemporânea do Raphael com a reinvenção da cozinha de sertão do Rodrigo.

E é feita a esperada pergunta: “podemos começar?”. O sim é quase em uníssono. Contaremos juntas o que foi servido:

Foie gras com uvas geladas e marinadas na cachaça de baunilha


Ana: Chega uma louça linda, parecendo uma cadeira Egg¹, desfilando o foie gras com uvas geladas e marinadas na cachaça de baunilha. A produção costuma fazer parte dos menus degustação do Marcel, mas Raphael confessa que “roubou” a cachaça do Rodrigo, que faz a infusão no Mocotó. O foie gras pra mim é como um beijo. De língua. Aqueles beijos bem bons, que você não quer que acabe nunca. As uvas quase congeladas, com o fundinho de cachaça abaunilhada, arredondando tudo.

Camila: O foie gras combinado com a aquela preparação da uva foi como apresentar um par perfeito, você passa a achar que é assim uma das melhores formas de degustar ambos. E pensando da forma do beijo, para mim foi mais como o primeiro beijo, sabor desconhecido, provado de pouco em pouco, até ficar com vontade de mais.

A: Os contrastes são perfeitos: temperatura, textura, sabores. Fiquei querendo mais e pensando que seria difícil algum outro prato do menu alcançar tamanha harmonia. Estava enganada.

Vieiras frescas com praliné de amendoim e farofa de coco e caju


A: Eu sou louca por vieiras e sempre lembro com saudades do meu tempo na Austrália, onde vieiras são servidas até na pizza. Coisa mais comum do mundo. Bem, aqui elas estavam cobertas por uma telha de mandioca, fina como papel e com sabor nostálgico de mandiopã²! Preciso confessar que amo mandiopã e me encantei com essa versão gourmet. O praliné de amendoim é uma delícia, com sabor torrado bem marcante. Só achei que faltou uma nota de acidez porque as vieiras tão delicadas foram um pouco sobrepujadas por tamanha personalidade do amendoim.

C: Muito saboroso, mesmo, mas sem duvida o sabor do amendoim chamou bastante atenção. Mesmo assim, estava tão bom, que cometi o “pecado” (é pecado?) de raspar o prato com o dedo. Sou contra desperdícios.

A essa altura, todos mais soltos e relaxados, muitos rostos conhecidos a nossa volta e o volume do vozerio um tom mais alto com o vinho cumprindo seu papel social. Algumas confidências feitas baixinho e a alma já preparada pra receber o próximo prato.

Pargo com emulsão do peixe, palmito pupunha e folhas de jambu


C: Meu prato favorito da noite. Foi juntar na boca o pargo com a emulsão delicada (mas marcante) do peixe, com palmito pupunha e folhas de jambu. Senti todos se combinarem perfeitamente, e convenhamos, não é sempre que isso acontece. Simples e maravilhoso assim.

A: Tenho convicção que esse pargo foi capturado em mares celestiais. Não é possível que exista algo tão etéreo neste nosso planeta. Sabe um prato que rouba sua capacidade de expressar emoções? Pois esse pargo me deixou catatônica. E não foi por conta das folhas de jambu que Raphael cultiva com dedicação na pequena horta do restaurante. Ok, jambu é uma experiência mágica por si só, parece carregado de eletricidade, provocando um certo “barato” na boca. Os tomatinhos confitados que guarneciam o prato também me pareceram importantes na composição, super doces e muito frescos. Apostaria que são orgânicos, tamanha a concentração de sabor. Ainda tinha a emulsão do peixe, uma espécie de pil-pil³, tão leve, tão bem feita. Mas o pargo ainda me deixa muda. E olha que pra me deixar muda...

O jantar poderia acabar aqui e já teria sido perfeito.Porém havia outras delícias por vir.

Escondidinho de galinha d'angola e requeijão do norte 


A: O escondidinho chegou numa louça de borda florida, pra avisar que estamos entrando no sertão cheio de poesia do Rodrigo. Quem já foi ao Mocotó sabe que os escondidinhos do Rodrigo parecem soufflés, com suas crostas douradas. Já tentei várias vezes fazer igual, não tenho competência pra tanto. O creme dessa vez era bem denso, por conta do requeijão do norte, o toque de cominho também característico dos escondidinhos do Rodrigo e a galinha d'angola que apresentava uma delicadeza, um “je ne sais quoi”... Casamento perfeito Paris-Pernambuco.

C: Sempre me sinto suspeita ao falar sobre escondidinhos porque sou fã deles. Do buteco ao restaurante mais bacana, para mim o prato é sinônimo de confort food. Sem dúvida um desses eu nunca tinha comido. Pra mim escondidinho é escondidinho, raramente me decepcionam (claro, se todos pudessem ser molhadinhos por dentro que nem este estava e levar também um pouco requeijão do norte, eu ficaria bastante feliz).

Carne de sol com baião-de-dois cremoso e maxixe marinado


A: Apresentação super caprichada, a carne fatiada bem fina, chegou à mesa um pouco fria. Já comi essa carne diversas vezes no Mocotó, todas mais saborosas e suculentas. Pra compensar, um baião-de-dois sensacional, quase um risoto, com o feijão de corda crocante e um bem medido toque de coentro. Divino. O maxixe estava também delicioso, trazendo refrescância e leveza ao prato.

C: Adorei o prato, mas mais porque eu nunca havia comido o maxixe e porque não havia experimentado baião-de-dois tão cremoso quanto este. A carne em si chegou um pouco fria, e descobri que prefiro ela desfiada. Enfim, impressões à parte, o conjunto do prato estava sem dúvida muito gostoso.

Como em todo bom menu degustação francês, temos agora o prato de queijos. O raro, cobiçado e magnífico queijo da Serra da Canastra e o conhecido queijo de coalho tostado.


A: Ficaria só com o primeiro. Queijo de coalho tostado tem que ser comido imediatamente, sob pena de ficar um tantinho borrachudo. Soube que rolou um outro queijinho especial, curado pelo próprio Raphael. Mas este não tivemos a oportunidade de experimentar...

C: Sim, reivindicação declarada. E não posso deixar de citar os vinhos responsáveis pela bela harmonização da noite: Viña Cobos Felino Chardonnay 2008, Old Vines Luccarelli Primitivo Di Manduria 2006 (San Marzano) e Catena Cabernet Sauvignon 2007 (Catena Zapata). O Old Vines eu não posso esquecer de tomar novamente, foi muito apreciado!

Com os olhinhos revirando de tanta felicidade, lá vinha o gran finale: as sobremesas!

Falso fios de ovos


C: Eu não conhecia essa sobremesa mágica. A manga no máximo da sua cremosidade, me lembrou muito o sorbet que comi na Roberta Sudbrack.

A: Manga congelada e ralada no microplane(4). Docinho, refrescante e lindo!

Cartola(5) com sorvete de rapadura


A: Mas que cartola, viu? Podia bem acompanhar um fraque de tão boa que estava! E o sorvete de rapadura já é um clássico do Rodrigo. Pena que não vende em potinhos.

C: Igual eu elegi um melhor prato salgado, esse sem duvida foi o melhor doce, mas o melhor doce que eu comi no ano, isso sim. Um dos melhores sorvetes que já comi na vida, se isso é relevante. Você fica perguntando se não tem mais de onde veio, maravilhoso!

O arremate de um ótimo espresso na companhia de um chocolatinho Valrhona.

Todo esse desfile de delícias escoltado pelo ótimo serviço da casa e pela gentileza inigualável do chef anfitrião, que passou várias vezes na nossa mesa, mostrou a horta e contou um pouco dos planos para seu próximo empreendimento.

E como toda grande experiência gastronômica deve ser, essa estreitou laços e gerou alguns novos, tudo permeado por suspiros provocados por uma refeição arrebatadora.

Sobre os novos encontros, sabemos que acontecerão uma vez por mês, convidados sempre por Raphael. Assim que soubermos do próximo avisamos por aqui, e claro, fica a dica para seguir o @cozinhabossa no Twitter.

Viva a Cozinha Bossa Nova!

Marcel
Rua da Consolação, 3555, Jardins, São Paulo. Tel.: (11)3064.3089.
Mocotó
Av. Nossa Senhora do Loreto, 1100, Vila Medeiros, São Paulo. Tel.: (11)2951.3056

PS – O jantar foi tão bom, mas tão bom que eu, são-paulina fervorosa, fiz o impensado sacrifício de torcer pelo arquirrival “curintia”, time de coração do Rapheal que no dia seguinte enfrentaria o Flamengo pela taça Libertadores (aquela que nós tricolores conquistamos três vezes). O resultado do jogo é conhecido, mas eu não tenho nada a ver com isso... =P

1 – Poltrona desenhada por Arne Jacobsen em 1958 para o hotel Radisson SAS em Copenhagen.

2 – Mandiopã é um salgadinho feito a base de fécula de mandioca, fabricado no Brasil desde 1954. É um alimento rico em amido. As pequenas e duras rodelas esbranquiçadas se transformam em petisco leve e crocante, e deve ser frito antes de consumido. Fez muito sucesso nas décadas de 1980 e 1990, quando as pessoas ainda não tinham se tornado obsessivas em relação à taxa de colesterol no sangue.

3 – Molho típico da culinária basca, feito com o azeite onde o peixe foi cozido (confitado) e batido até emulsionar. O agente emulsificante são as proteínas do peixe.

4 – Marca americana de raladores muito afiados porém mais seguros que os convencionais graças ao cuidado com o formato e material dos cabos.

5 - Tradicional receita nordestina, originada, segundo dizem, de Picuí, no interior da Paraíba. Feita com banana frita na manteiga, coberta com queijo de coalho e canela em pó.
continue lendo

Cerveja e Comida - Harmonização de Colorado Demoiselle e Brigadeiro

1 Comentário
tag_02-120Este post faz parte do circuito Cerveja e Comida – Harmonização de Cerveja Especial, uma iniciativa Bierboxx e Botecagem com diversos blogs e sites oferecendo dicas de harmonizações perfeitas de cervejas especiais, artesanais e importadas com o melhor da gastronomia/culinária, toda semana. Acompanhe!

Poucas coisas são tão unânimes entre brasileiros como o Brigadeiro.

O que era coisa de festa infantil, ganhou status, versões gourmet e até livro dedicado inteiramente ao assunto.

Brasileiro que vive fora do país adora matar um pouco a saudade replicando a famosa receita e ainda poder mostrar um pedacinho tão típico e saboroso do Brasil pra gringada, como atesta Carla Duclos no seu blog, Entre Panelas.

Carla mora na Holanda e é autora da foto que ilustra este post.

Tive a infelicidade de trabalhar na cozinha de um navio de cruzeiros. Na tarde de 24 de dezembro o chef executivo liberou o uso de uma parte da cozinha para prepararmos algo para nossa ceia. Brazucas reunidos, fomos discutir o cardápio. Uns queriam feijão, muitos clamavam por farofa. Mas TODOS, sem exceção, pediam brigadeiro.

brigadeiro


Como você deve saber, esse ícone, negro gato dos docinhos, é bem fácil de fazer:
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 3 colheres de sopa de chocolate em pó
Fogo lento, mexa sem parar até dar ponto.

Observações:
  • Por todos os deuses astecas, nunca, jamais, use achocolatado!
  • Esqueça o colesterol por alguns momentos e use manteiga de verdade. Nada de margarina (ou creme vegetal, como quer o marketing), por favor.
  • A receita da minha família inclui 1 colher de sopa de mel. Não muda nada em termos de doçura mas dá um toque bem especial. Garanto.
  • O ponto. O ponto você escolhe: bem molinho pra cobrir bolos, médio pra comer de colher ou mais firme para enrolar.
Você deve estar se perguntando: “Peraí, isso não era sobre harmonização? E por acaso cerveja combina com brigadeiro? Duvido!”

Ahá! Agora peguei você! Cerveja combina com brigadeiro e muito! Só precisa ser a cerveja certa...colorado-demoiselle-280-x-280

A Colorado Demoiselle é uma cerveja artesanal do tipo Porter, fabricada pela cervejaria Colorado de Ribeirão Preto, SP. Leva café em sua composição e foi batizada assim em homenagem a Santos Dummont, cuja família possuía fazendas de café na região. E Demoiselle era o nome de um avião projetado por ele.

O sabor intenso e persistente de maltes torrados e chocolate junto com o aroma refinado de café presentes na Demoiselle fazem do casamento com o brigadeiro uma harmonização perfeita.

Então, na próxima vez que você quiser comer brigadeiro e o namorado insistir numa breja, já sabe: chega de discussão! Brigadeiro e Colorado Demoiselle é a solução! =P

Harmonizações já publicadas na série Cerveja e Comida

  1. Harmonização de Colorado Indica e Ceviche Fusion.
    Por Ana Franco. No Blogbier.
  2. Harmonização de Guinness Draught e Costelinha Suína.
    Por Biso. No Botecagem.
  3. Brigadeiro e Cerveja Colorado Demoiselle.
    Por Ana Franco. No Gourmet Update.
  4. Dicas básicas de Harmonização da Abradeg.
    Por Equipe Abradeg. No Blogbier.
  5. A experiência e a memória gastronômica.
    Por Celso Bessa. No Post Its.
  6. Harmonização Fuller's Honey Dew com Tartar Refrescante.
    Por Leandro Gonçalves. No Cozinha Pequena.
  7. Harmonização de Baden Baden 1999 e Azeitonas em Crosta de Parmesão.
    Por Ana Franco. No Cozinha de Ideias.
  8. Harmonização de Baden Baden Golden Ale com Canapés de Queijo de Cabra e Geléia de Cereja + harmonização com Spaghetti com Frutos do Mar.
    Por Maria Capai, no blog Diga, Maria!
  9. A Loura e a Diaba - Harmonização Costelinha Thai e Steenbrugge Blond.
    Por Letícia Massula, na Cozinha da Matilde.

Próximos Convidados

continue lendo

NYC: Pasta de Dentes Gourmet na C.O. Bigelow

Comente!
É possível transformar um ato de higiene pessoal em um momento gourmet? Os japoneses acreditam que sim.

Na verdade a proposta não é exatamente ser gourmet, mas oferecer uma gama maior de sabores, para variar um pouco as óbvias opções “menta refrescante” ou "hortelã extra-forte”.

E por “uma gama maior” entenda "32 sabores". Indo do 0 (neutro) ao 31 (sabor cola – não é cola branca nem de sapateiro, é cola as in coke or pepsi).

Conheci as Breath Palette numa visita à C.O. Bigelow, o mais antigo apotecário de Nova York e segundo mais antigo dos E.U.A. É uma lojinha estreita, super abarrotada de coisas e, se você estiver carregando uma sacola de tamanho médio, item básico de todo turista na Big Apple, vai atravessar os corredores morrendo de medo de quebrar as coisas ou derrubar tudo no chão. Eu chego a suar porque, né. Estabanada é meu nome do meio...

A Bigelow, como é chamada pelos locais, foi fundada em 1838 e era frequentada por Eleanor Roosevelt, Mark Twain e Thomas Edison. E naquela época os corredores deviam ser menos entulhados. Mas o que vale mesmo são os produtos que amontoam-se nas prateleiras.

Os incríveis e decorativos sabonetes portugueses Claus Porto, as cobiçadas velas francesas Diptyque, muitas marcas de aromaterapia, antroposóficas e homeopáticas de excelente procedência, linhas europeias de cosméticos difíceis de achar na América, as pomadas para pés cansados ou músculos doloridos da Badger Balm, e ainda os muitos produtos com a assinatura quase bicentenária da casa, que usa muitos ingredientes culinários como limão, coentro, gengibre.

O fato é que eu sempre volto lá pra comprar produtos bem singelos, mas que nunca encontrei em outros lugares:
  • a pasta de dentes Euthymol, provavelmente a marca mais antiga à venda na Inglaterra (hoje distribuída pela Johnson & Johnson), e forte o bastante para quem acha que Altoid's são balinhas para bebê,
ity5706104579

  • as famosas pastilhas para garganta Grether's Pastilles, fabricada artesanalmente na Suíça desde 1850, dão alívio imediato e limpam a voz, além de serem muito saborosas e embaladas numa latinha que é um charme. Ah! O sabor é groselha negra.
0006

Mas voltando ao assunto principal desse post (que não é minha compulsão consumista): as pastas Breath Palette.

Parecem tubinhos de tinta a óleo, só que todo branquinho. E eu que sou muito novidadeira e não posso com uma bobagem como essa, comprei 3: pêssego branco, lavanda e maçã fuji.


 Resisti à tentação de adquirir as de chocolate amargo, pudim de abóbora e caramelo. Não deveria.

Ao contrário do que pode parecer, o sabor final é sempre refrescante. E há uma razão para isso: sabiamente, a Breath Palette usa aromas e não sabores em suas pastas pelo simples fato de que o cheiro é responsável por pelo menos 70% do gosto que sentimos (já comeu cebola resfriado? Pois é.).

Sem açúcar, sem álcool, sem surfactantes, com partículas abrasivas com 1/7 do tamanho das convencionais e com baixa efervescência.

Esta última característica pode parecer negativa para alguns, já que ela indica “menos espuma”. Mas, segundo o fabricante, é ideal para ser usada com escovas elétricas ou por crianças em fase de aprendizado da escovação.

E sabe o que mais? É divertido, é diferente e pode até ser um antídoto contra o mau humor matinal!

Vai lá:

C.O.Bigelow
414 6th Avenue
NY NY 10011
http://www.bigelowchemists.com/


* Publicado originalmente no site Gourmet Update or Die
continue lendo